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Um homem na casa

R$54,90

Hélio do Soveral

UM SUSPENSE DE SERIAL KILLER NACIONAL DE UM DOS PAIS DO PULP NO BRASIL

Soam os alarmes. Um perigoso interno do manicômio judiciário acaba de fugir. Trata-se do “Alemão”, um estrangulador em série preso pelo assassinato da esposa e da filha, entre outras vítimas. No alto de uma colina próxima, Dulce, uma jovem viúva em companhia única de sua empregada, recebe o aviso de cautela: deve manter tudo trancado, pois o assassino serial pode buscar abrigo em uma das poucas casas no local. Pouco depois, Gustavo aparece em sua porta e se apresenta como psiquiatra responsável pelo caso, alegando estar lá para protegê-la do possível criminoso, afinal, ela é uma mulher sem “um homem na casa”. A presença masculina inesperada, longe do efeito tranquilizador, cria uma tensão palpável no ambiente, e assim temos montado o palco para o desenrolar de um afiado suspense psicológico produzido por um dos pais da pulp fiction no Brasil.

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Ed Gein, Ted Bundy, Jeffrey Dahmer, John Wayne Gacy. Os EUA popularizaram, a partir da década de 80, o termo serial killer, o que viria acompanhado de uma extensa produção literária sobre o tema, em que uma influência importante foi Thomas Harris, com sua série de livros sobre Hannibal Lecter a partir de 1981. Se pesquisadores como Ilana Casoy e autores como Rafael Montes popularizaram, contemporaneamente, o tema de serial killers nos livros e na TV, não é de hoje que os assassinos em série andam no imaginário brasileiro. Bem antes disso, Hélio do Soveral, um dos nossos mais prolíficos autores de narrativas criminais e um dos pais da pulp fiction no Brasil, escrevia Um homem na casa.

O texto surge inicialmente como uma peça, provavelmente na década de 1950 e, na década de 1960, ganha transposição para romance, sem no entanto ser publicado. Agora, depois de um trabalho refinado de edição do pesquisador Leonardo Nahoum, a Acaso Cultural traz mais este romance para o público, como parte do projeto de recuperação do acervo de Soveral. A obra parte da fuga de um psicopata do manicômio judiciário para construir uma narrativa angustiante, em que Dulce, uma viúva traumatizada com um passado de violência a que era submetida pelo marido, se vê na insólita situação de se encontrar sozinha com um desconhecido que alega estar lá para protegê-la de uma possível ameaça do serial killer à solta. A premissa também serve de base para um texto com boas reflexões sobre a psique humana, sobre as origens do mal e da violência contra a mulher ⎼ levando, claro, em conta o contexto de produção do livro, que implica algumas escolhas que, hoje, poderiam ser problematizadas. Com um impressionante domínio da narrativa, Hélio do Soveral nos conduz por uma história intensa, passada integralmente entre a tarde e a noite de um único dia, nos fazendo temer por Dulce e desejar penetrar no passado e na mentalidade dela e de seu insólito visitante.

Hélio do Soveral (1918-2001), escritor português que viveu praticamente toda sua vida no Brasil, foi um dos maiores nomes de nossa literatura pulp, tendo escrito mais de 1.000 roteiros de seu programa policial Teatro de Mistério, no ar por três décadas, e centenas de livros de bolso. Além da produção em prosa, Soveral trabalhou por quase 20 anos em versões para o português do que entendia como o melhor da obra lírica de Poe, que a Acaso Cultural teve o prazer de publicar em 2023 no livro Edgar Allan Poe por Hélio do Soveral. Para cada poema, Soveral ofereceu-nos ainda textos introdutórios onde apresenta cada obra, em seu contexto histórico, além de descrever os meandros e as dificuldades de sua recriação do inglês para a língua portuguesa.

Leonardo Nahoum (organizador) é professor de Língua Portuguesa e Literaturas nas redes municipais de Rio das Ostras e Silva Jardim, pós-doutorando e doutor em literatura comparada pela Universidade Federal Fluminense, mestre em estudos literários, jornalista e licenciado em Letras. Autor dos volumes Livros de bolso infantis em plena ditadura militar (AVEC, 2022) e Histórias de Detetive para Crianças (Eduff, 2017), da Enciclopédia do Rock Progressivo (Rock Symphony, 2005) e de Tagmar (primeiro role-playing game brasileiro; GSA, 1991), dirige, ainda, o selo musical Rock Symphony, com mais de 120 CDs e DVDs editados, e dedica-se a pesquisas no campo da literatura infantojuvenil de gênero (genre, não gender), com foco em escritores como Ganymédes José, Carlos Figueiredo, Gladis N. Stumpf González, Benevenuto Cellini dos Santos e, claro, Hélio do Soveral.

ISBN: 978-65-85122-17-7

Formato: Brochura

Tamanho: 14 x 21 cm

Número de páginas: 240

Informação adicional

Peso 271 g
Dimensões 14 × 21 × 1 cm
Gênero

Suspense